Malware VBCloud utiliza nuvem pública para ataques cibernéticos
O grupo de cibercriminosos Cloud Atlas, também conhecido como Clean Ursa, Inception e Red October, foi identificado utilizando o malware inédito VBCloud em ataques realizados ao longo de 2024. Segundo especialistas, a infecção começa com e-mails de phishing que exploram a vulnerabilidade CVE-2018-0802 no editor de fórmulas do Microsoft Office, permitindo a execução de códigos maliciosos e o início de uma cadeia de infecção complexa.
Alvos Geográficos e Histórico de Ataques
Mais de 80% das vítimas estão na Rússia, com casos registrados em Belarus, Canadá, Moldávia, Israel, Quirguistão, Turquia e Vietnã. Desde 2014, o Cloud Atlas se destaca por campanhas de espionagem sofisticadas, incluindo o uso do malware PowerShower em 2022 para atacar a Rússia e países vizinhos. Em sua nova campanha, o grupo combina o VBCloud com ferramentas como o VBShower para roubar dados e ocultar rastros.
Funcionamento do Ataque
O ataque se inicia com um documento malicioso em formato RTF que ativa o backdoor VBShower, responsável por baixar e instalar o VBCloud. Este último utiliza serviços de armazenamento em nuvem pública para comunicação com servidores de comando e controle (C2). O VBCloud é configurado para operar automaticamente no login do usuário, coletando informações sensíveis, como metadados, dados de disco e arquivos com extensões como DOC, PDF, XLS e RTF. Informações relacionadas ao Telegram também estão entre os alvos principais.
PowerShower e Expansão de Ameaças
Outro componente utilizado pelo Cloud Atlas é o PowerShower, que executa scripts PowerShell avançados para sondar redes locais e acessar contas de Active Directory usando técnicas como “Kerberoasting”. Essa ferramenta reforça a cadeia de infecção ao instalar outros malwares nos sistemas-alvo.
Reforço na Segurança
Pesquisadores destacam que essas campanhas evidenciam a importância de manter sistemas atualizados e de adotar práticas de segurança rigorosas, como evitar a abertura de e-mails suspeitos e documentos não confiáveis. A sofisticação do Cloud Atlas ressalta a necessidade de vigilância constante contra ameaças cibernéticas avançadas.
Fonte: BoletimSec