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Manchetes do Mercado

7 de dezembro de 2020

Seguradora NEWE quer democratizar o seguro agrícola no Brasil

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O primeiro passo é ensinar que todos usem informações que estão disponíveis na web e assim tenham um preço personalizado

O crescimento do setor de seguro tem sido muito acelerado pela inovação. As seguradoras estão a todo vapor para agregar valor a cadeia de negócios e assim democratizar o uso de seguros no Brasil. Diariamente aparece uma novidade que de fato agrega valor ao seguro, ao segurado, à seguradora e ao Brasil. A notícia do dia vem da NEWE Seguros.

A seguradora, especializada em agronegócios, toma a dianteira para estimular a inovação no setor e coloca à disposição dos clientes ferramentas para que eles conheçam melhor o funcionamento do processo de contratação do seguro, dentre elas, a possibilidade de envio do desenho da área que ele irá segurar com a ferramenta do Google Earth. “São dados que estão disponíveis gratuitamente na web, mas que muitos não sabem que existem ou  tem dificuldade em usar. Nossa iniciativa é compartilhar um tutorial com todos sobre como é possível melhorar as informações para se ter um preço mais justo no seguro agrícola”, Gabriel Lemos, superintendente de agronegócios da NEWE, contou ao blog Sonho Seguro.

Segundo Lemos, é possível gerar um arquivo com um grau de precisão satisfatório para fazer uma subscrição personalizada, o que até então não era possível no seguro rural. Agora, segundo o especialista, será realmente possível que cada cliente pague um seguro de acordo com o risco que representa. E para isso, a NEWE pede, além da imagem, somente o nome, CPF e-mail do candidato ao seguro.

Veja o tutorial da NEWE Seguros: 

Os dados estão disponíveis a todos. O que falta é usar. Por isso decidimos fazer o tutorial para ensinar o corretor e o produtor usarem as informações a seu favor. E ele pode mandar os dados para qualquer seguradora, não somente para a NEWE”, diz Lemos, ciente de que ao sair na frente, ganha reputação e deixa a marca da NEWE na memória do mundo agro. “O mundo hoje se caracteriza pela guerra da ciência dos dados. O que tiver o melhor modelo e maior apetite ao risco é o que vai se dar melhor. Vamos brigar de foice e vamos brigar com tecnologia. E vai ganhar o melhor”, diz.

Apesar desta primeira etapa do processo de subscrição ter muitas informações gratuitas, de nada adianta ainda se elas não forem analisadas. A NEWE criou um Departamento de Geoprocessamento dentro da seguradora só para atuar com sensoriamento remoto. O Google traz o local do risco e vários sites outras informações, como o histórico de uso do solo da área que será segurada. “O pulo do gato está em analisar e combinar as informações. Atualmente, 90% dos riscos são aceitos às cegas, com apenas um ponto de geolocalização. Agora podemos combinar as informações e isso traz um grande avanço para a subscrição de seguro agrícolas”, afirma.

O corretor, que antes ficava receoso de atuar no segmento pelo risco do negócio e que tem o índice de sinistro como referência sobre a qualidade de uma carteira junto às Seguradoras , agora fica livre para captar clientes em regiões novas e/ou de expansão agrícola, uma vez que a responsabilidade de assumir o risco é da NEWE e teremos mais meios de verificar a qualidade da área a ser segurada, explica Lemos. “Sinistro não quer dizer um fracasso. Acontece. Com isso, este importante nicho de negócios se abre para muitos corretores. Queremos, com o uso da tecnologia, democratizar o seguro rural, uma vez que isso nos permite ter preços justos, ao contrário do que acontece quando se tem pouca informação. Quanto menos informações se tem, mais se cobra pelo seguro”, argumenta.

Lemos explica que o grande produtor, em sua maioria, consegue uma subscrição sob medida para negociar empréstimos e renegociar dívidas. Já os micro produtores acabam contando com benefícios do governo, com o Proagro. No outro extremo estão os pequenos e médios, que acabam pagando o preço indicado pela média geral de indenizações pagas pelo setor, colocando num mesmo patamar bons e maus riscos. Isso geralmente afasta os bons produtores, que acham o seguro caro, e atrai os que pouco investem para ter uma safra relevante.

“O esforço da NEWE agora é que eles passem a ter uma maneira mais justa de avaliação de risco e assim democratizar o uso do seguro rural no Brasil, que ainda é muito aquém do praticado em outros países”, diz. “Temos de investir na segmentação dos clientes, assim como acontece no seguro de carro. O preço depende do perfil do motorista, do modelo do carro, onde transita, qual o uso que faz do veículo. E dessa forma, os que apresentam menos riscos pagam menos. Se não fizermos isso, o setor sempre dará preferência para os maiores, deixando o médio produtor sem proteção”, acrescenta.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já assimilou os benefícios que disseminar a cultura de seguros traz para um país. Afinal, os que compõem os G-5 são aqueles com o maior consumo de seguro per capita e por isso se recuperam rapidamente quando há imprevistos. Uma sinalização clara desta política é que o Mapa prevê o envio do croqui da área a ser plantada para seguradoras como uma exigência para o próximo ano. “Sendo assim, estamos nos adiantando e oferecendo um caminho para que o mercado se adapte a esta nova prática, investindo em transparência, na certeza de que o seguro é um aliado, um insumo do produtor no planejamento das suas safras”, finaliza Lemos.

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